terça-feira, 14 de maio de 2013

Candidatos precisam de marketing político e carisma para ganhar eleição

Candidatos precisam de marketing político e carisma para ganhar eleição. (Foto: Divulgação)
Luzia Teles

O marketing político faz cada vez mais sucesso em campanhas eleitorais nos dias de hoje, junto com carisma é fundamental para o sucesso de uma campanha. Atualmente é usado para conquistar o eleitor e ter sua aprovação. Mas segundo o  diretor estratégico de marketing da Brickmann & Associados Comunicação, Carlos Brickmann, os candidatos precisam de marketing, porém não é o essencial, é preciso que eles tenham carisma para ganhar a simpatia do público e garantir a eleição.

Ele ressaltou as campanhas que tiveram sucesso com o marketing político, como as de Paulo Maluf (ex-prefeito São Paulo), Lula (ex-presidente) e do Tiririca (Deputado Federal), pois os mesmos ganharam as eleições aos cargos pretendidos. Brickmann, que realizou o marketing de Paulo Maluf à prefeitura de São Paulo, em 1992, revela que “O funcionamento do marketing se deve ao eleitor que vota pela emoção, e que há um trabalho racional, lógico e articulado para enfrentar os argumentos dos adversários”.

O diretor estratégico conta que usar o marketing faz um candidato ganhar a eleição, é preciso “Texto, saliva, comunicação. Nosso trabalho é municiar o eleitor, via imprensa, com os argumentos racionais do candidato, para que o trabalho seja bem feito, bons contatos, credibilidade, paciência”, conclui. Ele ainda reforça que mentir numa campanha não funciona muito menos criar uma imagem falsa de um candidato, pois acredita que, a “verdade bem dita” funciona.Sobre a candidatura de tiririca, 2010, e alguns casos conhecidos, Carlos Brickmann considera que tiririca foi um candidato de protesto, assim como o Dr. Enéas, que falavam a verdade, eram populares, poderiam se eleger e ganhar. “tiririca se elegeria sem marketing nenhum”. Afirma.

Alguns eleitores identificam mudanças nas campanhas eleitorais nos últimos anos e se dizem cansados de ver a mesma coisa passada em meios de comunicação, quanto às promessas, segundo o eleitor Gilson Luiz Moretto, as campanhas políticas foram um dos segmentos que mais se beneficiou com o uso do marketing. “Nos últimos 20 anos é perceptível a mudança no formato das propagandas. Arrisco-me a afirmar que entre as propagandas melhor elaboradas e com melhor resultado atualmente está à política, pois consegue "vender" produtos de péssima qualidade”, analisa.

Para Bruno Pereira eleitor que sempre acompanha as eleições para decidir seu voto, diz que avalia as propostas do candidato e sua forma de governo anterior. Já para Gilson Moretto procura o passado político, programas de governo e se está envolvido em algum escândalo ou transação duvidosa. Mas quanto ao voto devido ao marketing, Bruno Pereira é categórico, “meu voto é muito importante e posso ajudar a eleger o melhor”, diz.

Sobre a campanha de Tiririca, que foi a que mais repercutiu, Gilson Moretto diz que, “Tiririca não tinha propostas. Além do marketing político, a ignorância popular colaborou muito para sua eleição. A grande massa de eleitores ainda é semi-analfabeta, ou analfabetos funcionais, que não conseguem seguir uma linha de raciocínio. Votaram e elegeram alegando ser um voto de protesto, porém só beneficiaram o grupo que comanda o congresso nacional, pois um deputado pouco articulado e analfabeto é muito mais fácil de convencer para seus interesses”, afirma.

 Há divergências sobre o sucesso do marketing político em campanhas eleitorais, pois quem faz o trabalho acredita ser a potência da política e com propostas concretas oferecidas à sociedade. Alguns eleitores percebem que o marketing beneficia candidatos que muitas vezes não deveriam ser eleitos e pode fazer um candidato ser eleito. A população por vezes acredita na imagem do bom moço, ou por questão de sempre ver os mesmos candidatos corruptos não fazerem nada, acabam votando numa figura diferente que diz que irão fazer a diferença.

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