Graffiti insere jovens no mercado de trabalho

A arte graffiti também serve para inserir no mercado de trabalho os jovens que buscam seu futuro profissional.

Salões de beleza crescem no Brasil

A Escola e Salão de Beleza Essencial oferece vários cursos relacionados ao ramo da beleza. Um dos mais procurados é o curso de cabeleireiro.

Jogadores de várzea não recebem salários

Os jogadores de futebol amador que disputam os campeonatos de várzea, não recebem seus salários. Eles vivem no improviso e sem grandes patrocinadores.

Candidatos precisam de marketing político e carisma para ganhar eleição

O marketing político faz cada vez mais sucesso em campanhas eleitorais nos dias de hoje, junto com carisma é fundamental para o sucesso.

São Paulo tem menos áreas verdes do que recomenda a ONU

O índice de vegetação por habitante é de apenas 2,6 metros quadrados.

quinta-feira, 27 de abril de 2017

Imposto de renda sem greve - Corra para não perder o prazo

Faltando menos de dois dias para o fim do prazo para envio da Declaração de Imposto de Renda Pessoa Física 2017, muitos brasileiros ainda não entregaram esse importante material. Segundos dados da Receita Federal, foram recebidas até as 17 h do dia 26/4, 20.890.655 declarações das 28,3 milhões esperadas. O que mostra que muitos brasileiros deixaram para última hora, ocasionando grande correria. Neste ano o programa Receitanet foi incorporado ao PGD IRPF 2017, não sendo mais necessária a sua instalação em separado. Mesmo com as facilidades, para quem não entregou, chegou a hora de correr para garantir a entrega, a melhor restituição e impossibilitando multas. O prazo final de entrega será o dia 28 de abril. Em função desses contribuintes atrasados os escritórios de contabilidades montaram ações especiais para atender a demanda até o último. Exemplo é a Confirp, que está trabalhando com força máxima com sua equipe de IR e que não poderá para por causa da greve, pois tem que dar conta das centenas de declarações a serem enviadas para a Receita Federal. A multa mínima para o contribuinte que não entregar até este dia é de R$ 165,74 e a máxima é de 20% do imposto devido. Segundo o diretor executivo da Confirp Consultoria Contábil, Richard Domingos, ainda dá para fazer a declaração com calma analisando qual o melhor tipo de declaração que será entregue, se a completa ou a simplificada. "Declaração completa é a qual podem ser utilizadas todas as deduções legais, desde que comprovadas, é interessante geralmente para quem possui dependentes, altos gastos médicos, com educação e previdência privada. Já a declaração simplificada é a qual se utiliza o desconto de 20% dos rendimentos tributáveis. Este desconto substitui todas as deduções legais da declaração completa", explica o diretor da Confirp. Hoje o contribuinte ao preencher a declaração já saberá qual a mais vantajosa, pois o próprio programa indica qual dará maior restituição. "Contudo, é necessário muito cuidado, pois, os comprovantes das despesas deduzidas são imprescindíveis nos dois casos, e devem ser guardados por seis anos. Em caso da declaração cair na malha fina, esses comprovantes serão as garantias dos gastos", alerta. Outro ponto positivo de realizar a declaração antes do prazo final é a calma para montagem do material, evitando erros e a necessidade de declaração retificadora. "Enfim, é melhor se preocupar antes com esse problema do que fazer com que no futuro ele se torne muito mais grave", finaliza Mota. Mas, caso faltem documentos, e não os conseguirão antes do prazo final de entrega, ainda há uma a última dica: "Envie a declaração incompleta e faça uma retificadora o mais rápido possível".Para entender melhor, a Confirp detalhou os principais pontos sobre o tema: Principais novidades para DIRPF 2017 Para relacionar dependentes ou alimentando acima de 12 anos completados até 31/12/2016, esses deverão possuir CPF; Não há necessidade de baixar programa ReceitaNet para entregar a DIRPF; O sistema utilizará nome ou razão social informado para CPF ou CNPJ automaticamente após o primeiro preenchimento, mas não validará a informação. A Ficha de Rendimentos Isentos e Não Tributáveis fora remodelada para o contribuinte relacionar apenas os rendimentos obtidos, mudando a sistemática dos anos anteriores que aparecia todos os tipos de rendimento na tela e o contribuinte informava o rendimento na linha correspondente. A Ficha de Rendimentos Tributados Exclusivamente na Fonte fora remodelada para o contribuinte relacionar apenas os rendimentos obtidos, mudando a sistemática dos anos anteriores que aparecia todos os tipos de rendimento na tela e o contribuinte informava o rendimento na linha correspondente. Quem é obrigado a entregar Quem recebeu rendimentos tributáveis, sujeitos ao ajuste na declaração, cuja soma foi superior a R$ 28.559,70; Quem recebeu rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma foi superior a R$ 40.000,00; Quem obteve, em qualquer mês, ganho de capital na alienação de bens ou direitos, sujeito à incidência do imposto, ou realizou operações em bolsa de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas; Quem possui atividade rural e: obteve receita bruta em valor superior a R$ 142.798,50; pretenda compensar, no ano-calendário de 2016 ou posteriores, prejuízos de anos-calendário anteriores ou do próprio ano-calendário de 2016; Quem teve, em 31 de dezembro, a posse ou a propriedade de bens e direitos, inclusive terra nua, de valor total superior a R$ 300.000,00; Quem passou à condição de residente no Brasil em qualquer mês e nesta condição se encontrava em 31 de dezembro; ou Quem optou pela isenção do impostos sobre a renda incidente sobre o ganho de capital auferido na venda de imóveis residenciais, cujo produto da venda seja aplicado na aquisição de imóveis residenciais localizados no País, no prazo de 180 (cento e oitenta) dias contados da celebração do contrato de venda, nos termos do art. 39 da Lei nº 11.196, de 21 de novembro de 2005. Desconto simplificado Poderá optar pelo desconto simplificado de 20% do valor dos rendimentos tributáveis na Declaração de Ajuste Anual, limitado a R$ 16.754,34 em substituição de todas as deduções admitidas na legislação tributária. Penalidade pela não entrega Multa de 1% ao mês de atraso, calculado sobre o valor do imposto devido na declaração, sendo essa multa limitada a 20%; Multa mínima de R$ 165,74 (apenas para quem estava "obrigado a declarar", mesmo sem imposto a pagar). Como elaborar Computador, mediante a utilização do Programa Gerador da Declaração (PGD) relativo ao Exercício de 2017, disponível no site da Receita Federal do Brasil (www.receita.fazenda.gov.br) Computador, mediante acesso ao serviço “Declaração IRPF 2017 On-line”, disponível no Centro Virtual de Atendimento (e-CAC) no site da Receita Federal do Brasil (www.receita.fazenda.gov.br), com uso obrigatório de Certificado Digital (do contribuinte ou representante/procurador); Dispositivos móveis, como tablets e smartphones, mediante a utilização do serviço “Fazer Declaração Declaração pré-preenchida que poderá ser baixada do site da Receita Federal do Brasil (www.receita.fazenda.gov.br), por meio de certificado digital (do contribuinte ou representante/procurador) Despesas Dedutíveis Contribuições para a Previdência Social da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios; Despesas médicas ou de hospitalização os pagamentos efetuados a médicos de qualquer especialidade, dentistas, psicólogos, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos, hospitais, e as despesas provenientes de exames laboratoriais, serviços radiológicos, aparelhos ortopédicos e próteses ortopédicas e dentárias; Previdência Privada [PGBL] cujo limite será de 12% do total dos rendimentos tributáveis no ano; Importâncias pagas em dinheiro a título de Pensão Alimentícia em face das normas do Direito de Família, quando em cumprimento de decisão judicial ou acordo homologado judicialmente ou por escritura pública, inclusive a prestação de alimentos provisionais; Despesas escrituradas em Livro Caixa, quando permitidas; Valor anual por dependente: R$ 2.275,08; Soma das parcelas isentas vigentes entre janeiro a dezembro de 2015 de R$ 1,903,98 no ano-calendário de 2016, relativas à Aposentadoria, Pensão, Transferência para a reserva remunerada ou reforma, pagas pela previdência oficial, ou privada, a partir do mês em que o contribuinte completar 65 anos, totalizando R$ 24.751,74; Despesas pagas com instrução (educação) do contribuinte, de alimentandos em virtude de decisão judicial e de seus dependentes, até o limite anual individual de R$ 3.561,50; Despesas com aparelhos ortopédicos e próteses ortopédicas pernas e braços mecânicos, cadeiras de rodas, andadores ortopédicos, palmilhas e calçados ortopédicos, e qualquer outro aparelho ortopédico destinado à correção de desvio de coluna ou defeitos dos membros ou das articulações; Seguro saúde e planos de assistências médicas, odontológicas. Quem pode ser dependente Companheiro(a) com quem o contribuinte tenha filho ou viva há mais de 5 anos, ou cônjuge; Filho(a) ou enteado(a), até 21 anos de idade, ou, em qualquer idade, quando incapacitado física ou mentalmente para o trabalho; Filho(a) ou enteado(a), se ainda estiverem cursando estabelecimento de ensino superior ou escola técnica de segundo grau, até 24 anos de idade; Irmão(â), neto(a) ou bisneto(a), sem arrimo dos pais, de quem o contribuinte detenha a guarda judicial, com idade até 21 anos, ou em qualquer idade, quando incapacitado física ou mentalmente para o trabalho; Irmão(â), neto(a) ou bisneto(a), sem arrimo dos pais, de quem o contribuinte detenha a guarda judicial, com idade até 24 anos, se ainda estiver cursando estabelecimento de ensino superior ou escola técnica de segundo grau; Pais, avós e bisavós que, em 2016, tenham recebido rendimentos, tributáveis ou não, até R$ 22.847,76; Menor pobre até 21 anos que o contribuinte crie e eduque e de quem detenha a guarda judicial; Pessoa absolutamente incapaz, da qual o contribuinte seja tutor ou curador. Motivos que levara à malha fina em 2016 Foram entregues 27,9 milhões de DIRPF 2016 ano base 2015 Declarações Retidas na malha fina 771.801 2,76% Principais motivos de malha foram: Omissão de Rendimentos de Titular e Dependentes 409.054 53,0% Dedução Indevida de Prev Privada, Social, Pensão Alimentícias 277.848 36,0% Valores incompatíveis de Despesas Médicas 162.078 21,0% Informações declaradas divergentes da fonte pagadora 293.284 38,0%

quarta-feira, 26 de abril de 2017

A crise dos 30 na vida das mulheres

Honoré de Balzac admirava as mulheres de 30 anos. Mas, isso não foi o suficiente para evitar que as mulheres, quando chegam à esta idade, deixem de ter crises forradas de muitos questionamentos. E as hesitações são diversas: será que está plenamente realizada? Conseguiu conciliar os estudos, a independência financeira, a carreira, um relacionamento sólido ou conquistar a casa dos seus sonhos? Acontece que na prática nada é exatamente como idealizamos. É comum nessa idade as mulheres morarem com os pais, manter as finanças apertadas e nem pensar em ter filhos. Além disso, sempre tem aquele parente que chega com perguntas indiscretas: “Quando você vai casar ou você já fez 30 anos, não vai ter filhos? ” “A mulher precisa ter em mente que somos seres individuais, cada uma com as próprias necessidades, maturidade e até preparo psicológico para encarar algumas situações. Nem sempre o que idealizamos, é o ideal para a nossas vidas”, explica a psicóloga clínica Lizandra Arita. E o velho hábito de comparar a vida com a da amiga? Lizandra alerta quanto aos prejuízos para o próprio desenvolvimento pessoal ao seguir este comportamento. “Enquanto olharmos para a vida de quem quer que seja, deixamos de avaliar as próprias necessidades e desenvolver o autoconhecimento. Não existe plano de vida ideal, mas sim escolhas certas para o próprio caminho”, pontua. Segundo a terapeuta uma mulher bem-sucedida é aquela não está preocupada com as pressões sociais, mas sim no que precisa fazer para alcançar o que deseja, independentemente da idade. “A mulher precisa se desapegar de qualquer tipo de pressão e dar atenção à própria vida e ao modo que enxerga todas as situações. E se está mesmo preparada para encarar a rotina dos cuidados maternos, do lar e unir tudo isso à carreira ”, questiona. O conceito de “saber o que quer” é transformador e empodera mulheres de todas as idades. No lugar de pensar no que poderia ter conseguido, que tal planejar o que vem pela frente? “Nossa mente é uma ferramenta poderosa para enfrentar qualquer tipo de crise. A partir do momento em que a mulher sabe o que quer, imagina-se naquela posição e vai atrás dos seus anseios, é possível conquistar”, conclui Lizandra.

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

População reprova ação dos Black Blocs nas manifestações, revela pesquisa

Por Raissa Lira
Fotos: Raissa Lira

Pesquisa realizada pelo instituto MDA e divulgada pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT) mostra que 93,4% dos entrevistados reprovam as ações de vandalismo dos Black Blocs nas manifestações.

Os cidadãos demonstram apresentar consciência acerca do direito de se manifestar, pois 81,7% da população é favorável aos atos nas ruas. Mas para 91,5%, não é legítima a maneira do grupo se agir.

Adeptos da tática "black bloc", assumiram linha de frente das manifestações de Sete de Setembro, em São Paulo.


Somente 6% dos entrevistados afirmaram que apoiam a atuação dos manifestantes, que se dizem Black Blocs. Os que rejeitam o direito de manifestações somam 17,3%.

A pesquisa mostra ainda que as pessoas ouvidas estão bastante preocupadas com a violência no país, sendo que 95% delas disseram estar nessa situação. No estudo, 0,6% não souberam ou não responderam.

O instituto MDA perguntou aos entrevistados: "O (a) Sr. (a) apoia a ação dos chamados "mascarados" (black blocs) nas últimas manifestações de rua no Rio de Janeiro e São Paulo (manifestações mais violentas)?".

Foram ouvidas 2.005 pessoas, entre os dias 31 de outubro e 4 de novembro, em 135 municípios de 21 unidades da federação. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos.

Polícia lista suspeitos e defende linha dura contra black blocs

'Não há lei que segure os black blocs na Copa', diz promotor

Governo quer diálogo com grupo Black Bloc


ENTENDA O BLACK BLOC

Do inglês Black, negro; e Bloc, agrupamento de pessoas para uma ação conjunta ou propósito comum, é o nome dado a uma tática de ação direta, anarquista, caracterizada pela ação de mascarados e vestidos de preto.

Esses grupos são estruturas efêmeras, informais, não hierárquicas e descentralizadas. Unissem-se para confrontar a polícia, bem como atacar e destruir propriedades públicas e privadas.

As roupas e máscaras pretas, que dão nome ao grupo e à tática, visam garantir o anonimato dos indivíduos participantes, caracterizando-os, em conjunto, como um único e imenso bloco.

Black Blocs diferenciam-se de outros grupos anticapitalistas por frequentemente realizarem ataques à propriedade privada, como forma de chamar a atenção para sua oposição ao que consideram símbolos do capitalismo, às corporações multinacionais e aos governos que as apoiam.

Movimentação do grupo 'black bloc' surpreendeu sindicatos e policiais

Um exemplo desse tipo de ação foi à destruição das fachadas de lojas, escritórios e agência bancárias, em São Paulo e no Rio de Janeiro, que registraram diversos casos de durante as manifestações.

No começo desta semana, manifestações contra a morte de um adolescente por um policial militar terminaram em confronto, saques e vandalismo nas imediações da Rodovia Fernão Dias, em São Paulo.

O governo federal anunciou ação integrada com os governos dos dois estados para impedir violência em protestos. Mas até o momento ainda não entrou em vigor, pois os atos deram uma trégua.


Especialistas divergem sobre os Black Blocs


“São legítimas as reivindicações. O que não é legítimo é a baderna, os saques, os atos de violência que acabam manchando o movimento e provocando reação das forças policiais que tem por dever e obrigação conter excessos e vandalismo, para proteção de propriedades e cidadãos decentes que não devem ser atingidos”.

O relato do cientista político Marcos Antônio Silva sobre a ação do Black Bloc é o pensamento da maioria dos brasileiros, conforme a pesquisa da Confederação Nacional dos Transportes (CNT), que revela a reprovação da população referente aos atos do grupo.
Já a socióloga e antropóloga Ana Claudia Fernandes, acredita que a forma de manifestar do grupo mascarado é o mecanismo por meio do qual se alcança resultados.
“É a livre expressão de questões locais e nacionais. O povo precisa demonstrar capacidade de expressar suas dores de modo claro, a fim de qualificar o debate e plantar uma perspectica de mudança para melhor, sobretudo ao chamar a atenção de mandatários que, pelo visto, nunca demonstraram preocupação”, defende.

Suplicy causa revolta no plenário ao defender o Black Bloc

PM investiga abuso de agentes em protesto no Rio


segunda-feira, 20 de maio de 2013

Árvores caem com as chuvas em São Paulo

Árvore caída no bairro de Perdizes - SP (Foto: Izabel Martins) Izabel Martins


São Paulo registra problemas causados por árvores que caem durante as chuvas que atingem a cidade. O plantio inadequado e a falta de manutenção de árvores plantadas são fatores que causam as quedas e trazem prejuízos a população. No período de chuvas é comum ocorrências de árvores caídas pela cidade. Novas ou velhas, elas caem e causam danos materiais destruindo carros, muros, calçadas, atinge rede elétrica, rede telefônica e ainda podem causar mortes.

Só no mês de março, foram registradas, na capital, mais de 110 árvores caídas, segundo dados do corpo de bombeiros. Para o paisagista, Nilton Augusto, estas quedas poderiam ser evitadas com a manutenção adequada das árvores. “As árvores são podadas de maneira errada, são plantadas de baixo da rede elétrica, e não se tem a preocupação de escolher uma árvore de tamanho certo, que a calçada comporte. Para as mais antigas não existem manutenção, uma árvore apodrecida deve ser removida e não cimentada como se vê por ai", declarou o paisagista.

Para a professora aposentada, Anita Franco, moradora do bairro de perdizes, na zona oeste, o grande problema é o descaso da Secretaria de Verde e Meio Ambiente e as subprefeituras que não saem às ruas para ver as condições de cada árvore. Ela que teve seu muro destruído pela queda de uma árvore, plantada há 40 anos pela prefeitura, denuncia que já tinha comunicado à secretaria que a árvore estava podre e precisava ser removida.

Outro morador do bairro, o advogado, Hélio de Oliveira, que quase teve o carro destruído com a queda de um galho de árvore, ressalta que parte da culpa é também do próprio morador que sem orientação planta qualquer espécie de árvore na calçada. Uma vez plantada o morador não pode podar ou cortar sem autorização da prefeitura, o corte sem autorização pode acarretar em multa de até 10 mil reais.

Tentamos sem sucesso falar com algum representante da Secretaria de Verde e Meio Ambiente do Município. As informações que tivemos foram extraídas do site oficial da Secretaria. Tais como: informações sobre como fazer o plantio de árvores, a distribuição gratuita de mudas e ainda informações sobre um projeto de preservação e manutenção para as árvores já plantadas.

O paisagista Nilton dá dicas para evitar transtornos. “Em calçadas, deve-se sempre escolher árvores que as raízes se desenvolvem para baixo, para que com o tempo, elas não subam trinquem ou quebrem a calçada. Tem que levar em conta também a largura da calçada, a distância das casas, do muro, a existência de fiação elétrica ou telefônica, também o tipo de árvore que está plantada e a que se pretende plantar. O ideal é plantar uma de pequeno porte como a resedá, a pata-de-vaca, o manacá e a quaresmeira.”, orientou Nilton.

Diante de tanto transtorno e burocracia o melhor é pesquisar antes de plantar qualquer coisa na calçada ou mesmo dentro de casa.

domingo, 19 de maio de 2013

São Paulo tem menos áreas verdes do que recomenda a ONU


São Paulo tem menos áreas verdes do que recomenda a ONU. (Foto: Ivanildo Porto).
Raissa Lira

Conforme os dados da Secretaria de Planejamento da Prefeitura de São Paulo a área verde da cidade é de apenas 2,6m² por habitante. Um índice muito abaixo do exigido pela ONU para uma boa qualidade do ar, que é 12m², ou pelo Ibama de 8m². Além disso, os parques estão espalhados de maneira desigual e muitos deles estão mal conservados.

Morando em São Paulo há cinco anos, a mineira Maiara Guimarães Sobreira, de 26 anos, sente muita falta de praticar atividades físicas ao ar livre e de manter um contato semanal com a natureza. A assistente contábil hoje reside na freguesia do ó, bairro localizado na zona norte da cidade, e sofre com as poucas opções de parques na localidade.

“Eu andava bastante de bicicleta, gostava de fazer caminhada ao ar livre, eram as coisas que eu fazia mais pra me distrair nos finais de semana. A vida era muito mais saudável. Eu fazia caminhadas, andava de bicicleta, que aqui é meio impossível fazer esse tipo de atividade. E hoje os parques mais próximos da minha casa estão depredados, vítimas de vandalismo, não são tão arborizados, não são tão limpos, organizados. É difícil valer a pena, mas pra tentar ter uma vida mais saudável às vezes a gente acaba indo mesmo assim”, contou Maiara.

E não é apenas a mineira que sente falta de cobertura vegetal na cidade. Segundo a Doutora em Ciências Botânicas e Diretora do Curso de Ciências Biológicas da Universidade Guarulhos, Margarida Pereira Fonseca, o crescimento desordenado, a ocupação imobiliária e a grande frota de veículos são os principais vilões da vegetação. “Todas essas áreas vão encolhendo pra dar espaço pros carros e prédios. Um terreno onde é uma residência, era uma chácara, onde tinha verde acaba se transformando. Um grande negócio imobiliário vem e quer fazer prédios. Então tem diminuído muito mesmo”, disse a doutora.

Além de serem poucas, as áreas de natureza são distribuídas de maneira desigual com uma concentração maior na Zona Sul e no extremo norte perto da Serra da Cantareira, que ocupa 7.960 equitares. As áreas da Zona Norte e Leste com urbanização muito densa são as mais carentes de vegetação. Para Margarida cuidar do verde parece que tem sido uma prioridade em São Paulo nos últimos anos. Embora a tendência seja que a situação melhore aos poucos, porque a preocupação é tardia e os custos altos.

A meta da prefeitura até a gestão do Secretario do Verde e do Meio Ambiente, Eduardo Jorge, que finalizou o seu mandato, em 2012, era implantar diversos parques espalhados pela capital. O diretor da Fundação Florestal de São Paulo, Cesaltino Silva Júnior, assegurou que a nova gestão da secretaria do meio ambiente e da secretaria do verde, irão dar continuidade com a implantação de pelo menos um parque em cada um dos 96 distritos. E que há também um processo de preservação das áreas verdes já existentes.

Atualmente, a área verde da cidade mais frequentada é o Parque do Ibirapuera, por ser o mais completo. Ele oferece aos visitantes parquinhos, quadras, ciclovia, pista de cooper, bosque de leituras, viveiro, escola de jardinagem, museu, planetário, espaço para eventos, um lago com várias espécies de peixes e abriga mais de cem tipos de aves. Mas vale lembrar que a cidade conta ainda com diversos outros parques, como o do Carmo, Vila Lobos, Guarapiranga, Anhanguera, Laions Club, Santa Amélia, Chico Mendes, São Domingos, Jardim Felicidade, Cidade de Toronto, Chácara Das Flores, Raul Seixas, Piqueri, Vila Guilherme, Vila dos Remédios, Luís Carlos Prestes, Raposo Tavares, Nabuco, Parque Lina E Paulo Raia, Severo Gomes e Buenos Aires, entre diversos outros.

Para conferir a lista completa basta acessar o site da prefeitura através do endereço www.prefeitura.sp.gov.br e acessar o ícone da Secretaria do Verde e do Meio Ambiente.

terça-feira, 14 de maio de 2013

Candidatos precisam de marketing político e carisma para ganhar eleição

Candidatos precisam de marketing político e carisma para ganhar eleição. (Foto: Divulgação)
Luzia Teles

O marketing político faz cada vez mais sucesso em campanhas eleitorais nos dias de hoje, junto com carisma é fundamental para o sucesso de uma campanha. Atualmente é usado para conquistar o eleitor e ter sua aprovação. Mas segundo o  diretor estratégico de marketing da Brickmann & Associados Comunicação, Carlos Brickmann, os candidatos precisam de marketing, porém não é o essencial, é preciso que eles tenham carisma para ganhar a simpatia do público e garantir a eleição.

Ele ressaltou as campanhas que tiveram sucesso com o marketing político, como as de Paulo Maluf (ex-prefeito São Paulo), Lula (ex-presidente) e do Tiririca (Deputado Federal), pois os mesmos ganharam as eleições aos cargos pretendidos. Brickmann, que realizou o marketing de Paulo Maluf à prefeitura de São Paulo, em 1992, revela que “O funcionamento do marketing se deve ao eleitor que vota pela emoção, e que há um trabalho racional, lógico e articulado para enfrentar os argumentos dos adversários”.

O diretor estratégico conta que usar o marketing faz um candidato ganhar a eleição, é preciso “Texto, saliva, comunicação. Nosso trabalho é municiar o eleitor, via imprensa, com os argumentos racionais do candidato, para que o trabalho seja bem feito, bons contatos, credibilidade, paciência”, conclui. Ele ainda reforça que mentir numa campanha não funciona muito menos criar uma imagem falsa de um candidato, pois acredita que, a “verdade bem dita” funciona.Sobre a candidatura de tiririca, 2010, e alguns casos conhecidos, Carlos Brickmann considera que tiririca foi um candidato de protesto, assim como o Dr. Enéas, que falavam a verdade, eram populares, poderiam se eleger e ganhar. “tiririca se elegeria sem marketing nenhum”. Afirma.

Alguns eleitores identificam mudanças nas campanhas eleitorais nos últimos anos e se dizem cansados de ver a mesma coisa passada em meios de comunicação, quanto às promessas, segundo o eleitor Gilson Luiz Moretto, as campanhas políticas foram um dos segmentos que mais se beneficiou com o uso do marketing. “Nos últimos 20 anos é perceptível a mudança no formato das propagandas. Arrisco-me a afirmar que entre as propagandas melhor elaboradas e com melhor resultado atualmente está à política, pois consegue "vender" produtos de péssima qualidade”, analisa.

Para Bruno Pereira eleitor que sempre acompanha as eleições para decidir seu voto, diz que avalia as propostas do candidato e sua forma de governo anterior. Já para Gilson Moretto procura o passado político, programas de governo e se está envolvido em algum escândalo ou transação duvidosa. Mas quanto ao voto devido ao marketing, Bruno Pereira é categórico, “meu voto é muito importante e posso ajudar a eleger o melhor”, diz.

Sobre a campanha de Tiririca, que foi a que mais repercutiu, Gilson Moretto diz que, “Tiririca não tinha propostas. Além do marketing político, a ignorância popular colaborou muito para sua eleição. A grande massa de eleitores ainda é semi-analfabeta, ou analfabetos funcionais, que não conseguem seguir uma linha de raciocínio. Votaram e elegeram alegando ser um voto de protesto, porém só beneficiaram o grupo que comanda o congresso nacional, pois um deputado pouco articulado e analfabeto é muito mais fácil de convencer para seus interesses”, afirma.

 Há divergências sobre o sucesso do marketing político em campanhas eleitorais, pois quem faz o trabalho acredita ser a potência da política e com propostas concretas oferecidas à sociedade. Alguns eleitores percebem que o marketing beneficia candidatos que muitas vezes não deveriam ser eleitos e pode fazer um candidato ser eleito. A população por vezes acredita na imagem do bom moço, ou por questão de sempre ver os mesmos candidatos corruptos não fazerem nada, acabam votando numa figura diferente que diz que irão fazer a diferença.

Graffiti insere jovens no mercado de trabalho

Projeto Quixote. (Foto: Thaíssa Mendes Carvalho).
Raissa Lira


Visto pela maioria como apenas uma opção de lazer, o graffiti também serve para inserir no mercado de trabalho os jovens que buscam seu futuro profissional. Localizada no bairro da Vila Mariana, em São Paulo, a Agência Quixote Spray Arte é um projeto e um negócio social, que através de cursos e workshops gratuitos já colocou diversos artistas na área.

Segundo a Coordenadora de Formação e Pesquisa e Fundadora da agência, Graziela Bedoian, a ideia surgiu no ano 2000 com a intenção de unir expressão artística e proposta pedagógica de geração de renda, além de trabalhar para divulgar essa arte urbana, cada vez mais conceituada ao público em geral. “Mais do que formar um grafiteiro, nós queremos que ele seja um cidadão de bem. Esse é o nosso lema”, disse.

A idealizadora relatou que o projeto realiza serviços de graffiti em fachadas, paredes internas, telas, camisetas e móveis, além de performances ao vivo para pessoas e empresas. E que os jovens aprendem técnicas de desenho e pintura nas oficinas e são encaminhados para trabalhar como auxiliares e aprendizes nos serviços da agência, sob a orientação de grafiteiros profissionais. Tanto os grafiteiros como os principiantes são remunerados pelo trabalho prestado.

O profissional Alessandro Francisco de Souza, de 19 anos, contou que procurou o programa Quixote aos 16 anos, pois sempre gostou muito de desenhar, mas não tinha técnica. “As aulas me ajudaram a desenvolver a minha arte. Sai do papel e ganhei as telas, as paredes, as ruas e o principal, o reconhecimento”. Hoje, o grafiteiro possui um negócio próprio e incentiva novos profissionais.

Uma das monitoras da agência, Thaíssa Mendes Carvalho, de 23 anos, chegou ao projeto aos 17 anos por indicação de uma professora da escola, qu
e já conhecia o projeto. “Eu me considero uma vencedora, pois a maioria dos jovens que foram criados comigo optaram pelo caminho da criminalidade e eu me incluo na minoria que optou pelo caminho de trabalhar. Na realidade, sou a prova viva disso: a arte pode mudar a vida de uma pessoa, mudou a minha, e eu acredito que pode mudar a de muitos jovens também”, disse.

O caçula do projeto Quixote, Alysson Ferreira, de 15 anos, entrou há pouco tempo na agência, mas relatou que já está muito empolgado com tudo o que pode conquistar através do graffiti. “Eu quero fazer uma faculdade relacionada a isso. Quero fazer design para me aprimorar nisso e misturar as ideias e atividades. Foi um caminho que se abriu", afirmou.

Hoje, a Agência Quixote Spray Arte é uma das principais referências em serviços de graffiti na cidade de São Paulo. Já foi premiada por seu plano de negócios e como ideia inovadora no “Prêmio Empreendedor Social Ashoka/McKinsey”. Em 2008 o trabalho do projeto deu origem ao livro “Por Trás dos Muros – Horizontes Sociais do Graffiti”, publicado em parceria com a Editora Peirópolis. O livro, além de abordar o graffiti como expressão artística e manifesto político, apresenta-o como ferramenta de transformação social, que é a marca do Projeto Quixote.

Serviço

Os interessados podem entrar em contato através dos telefones: (11) 5083-0449 e (11) 5572-8433 ou pelo e-mail agenciaquixote@projetoquixote.org.br